terça-feira, 10 de novembro de 2009

Maldição obscura

Corre em minhas veias
Este veneno maldito
Originado da solidão
O que é a vida?
Mera perda de tempo
Um breve e inútil lampejo
Destruam-na
Acabem com esta maldição
Voltemos para a escuridão
Corre em minhas veias
Esta eterna solidão
A chuva cai lá fora
Suas gotas são como pregos
Perfurando minha pele
Enquanto me desloco
Partindo rumo à solidão
Rumo à noite e sua escuridão
Haverá somente a morte
E sua gélida e maldita presença
Nenhuma estrela no céu
Nenhum verso no papel
Nenhuma vida...

Um comentário:

  1. Nenhum lamento
    Nenhum talento
    Nenhum suspiro

    Super legal cara! Parabéns!

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