As penas queimam em chamas
Esquentando o mundo a todo dia
Os anjos apodrecem com suas asas flamejantes
Só resta ao povo se alimentar
Das podridões sacras que emergem do fogo
Carbono reestruturado e intoxicante
Tudo isso é nauseante
Levam os anjos ao fogo
Mantenham as chamas acessas
Queimando dentro de nós
O ódio fervilha diante da estupidez
Desgastando as sustentações existenciais
Divindades mortas de nada servem
E nós matamos a nossa há muito tempo
Agora vagamos livres pelo cosmos
A responsabilidade recaiu sobre nossas costas
Cresçamos, pois Papai morreu
Sem mais falsas justificativas para calamidades
Já temos a razão para entendermos
A profunda realidade de nossos atos
Os anjos queimam em nosso fogo
Iniciamos esta combustão
E vamos consumar nossa fornalha
Destruindo as tolas realidades alternativas
Pois só há uma significativa
Além de qualquer força imaginativa
Já ouço os ossos angelicais se quebrando
Pregos cravados na madeira
Prendendo a carne
De criaturas imaginárias
English version...
The feathers burn in flames
Warming the world every day
The angels rot with their flaming wings
Only remains to the people feed
Of the sacred rottenness that emerge from fire
Carbon restructured and intoxicanting
All this is sicking
Lead the angels to fire
Keep the flames burning
Burning inside of us
The hate simmers against stupidity
Destroying the existential supports
Dead deities are useless
And we kill our god a long time ago
Now we wander free through the cosmos
The responsibility fell on our backs
Grow, because Dad died
No more false justifications for disaster
We have the Reason to understand
The deeper reality of our actions
Angels burn in our fire
We began this combustion
And we will consummate our furnace
Destroying the foolish alternative realities
Because there is only one significant
Beyond any imaginative force
I already hear angelical bones breaking
Nails spiked into the wood
Holding the flesh
Of imaginary creatures
sábado, 8 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
O Julgamento de Lúcifer I
Alto no céu
Entre as nuvens macias
Em locais de ar puro e doce
De brisas adoráveis
E luminosidade amável
Em um trono dourado
Vive a divindade imaculada
Criadora do universo?
Mantenedora da vida?
Veja a divindade, pai celestial
Junte tuas mãos e grite para o céus
Nenhuma resposta, morrem os famélicos
Morrem os inocentes
Para acompanhar...
Banda: Triptykon
Música: Shatter
Entre as nuvens macias
Em locais de ar puro e doce
De brisas adoráveis
E luminosidade amável
Em um trono dourado
Vive a divindade imaculada
Criadora do universo?
Mantenedora da vida?
Veja a divindade, pai celestial
Junte tuas mãos e grite para o céus
Nenhuma resposta, morrem os famélicos
Morrem os inocentes
Para acompanhar...
Banda: Triptykon
Música: Shatter
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Sobre a educação
A educação é uma das ocorrências mais necessárias na vida de uma pessoa, adquirir novos conhecimentos é igual a comer ou beber água, é vital. Permanecemos alguns dias sem a aquisição de novos saberes e nossos corpos (do qual nossa mente é parte integrante) já começam a ter os sintomas de tal desnutrição.
Os novos conhecimentos, a educação contínua, mexem com nossos neurônios, fazem nossos raciocínios circularem e serem reciclados, renovados e aperfeiçoados. Sentimo-nos bem e satisfeitos conosco e com a vida quando temos oportunidade de estar recebendo sabedorias úteis. Tornamo-nos mais vivos quando passamos a conhecer e a entender cada vez mais o mundo que nos cerca, sem contar todos os medos tolos que se dissipam diante da luz do conhecimento, todas as trevas de misticismo e superstição que são destruídas diante da ciência.
Infelizmente nem tudo que temos em nossa frente é conhecimento verdadeiro, conhecimento científico real, duramente testado e analisado livre de preconceitos e crenças antiquadas. Os conhecimentos falsos e pseudocientíficos infelizmente são muito aproveitados por pessoas disfarçadas de sábios, que enganam o povo com uma roupa bonita e um perfume agradável.
Dada a complicada história brasileira na qual o povo nem sempre tem acesso completo aos conhecimentos e muito do que nos foi ensinado são crendices fantasiosas e sem fundamentos, chegamos a um ponto em que as pessoas não sabem mais filtrar as informações que recebem, não desenvolveram e nem praticaram um raciocínio crítico que lhes permita deduzir até que ponto uma informação é real ou fantasiosa. Conforme já afirmaram alguns pensadores: “acreditar é mais fácil do que pensar”.
Podemos afirmar que esta situação só tende a piorar, considerando o caráter político do Brasil, no qual a educação não é prioridade e cresce a cada dia o descaso das supostas autoridades para com a educação, onde o povo todo aceita tranquilamente as “ordens” dos “governantes”, esquecendo-se que o “governante” não manda no povo, pois o povo que é que o escolheu. Cria-se uma situação completamente decadente para a nação.
Alguns dos políticos que o povo escolheu para si, são seus próprios assassinos, são genocidas, difícil a semana que não haja alguma notícia sobre corrupção e desvio de dinheiro. Dinheiro que deveria ser destinado para educação, saúde e meio ambiente. Estes eleitos matam e torturam disfarçadamente seu eleitorado como se fossem deuses.
E o povo, com sua precária educação e a falta de senso crítico que lhe foi tradicionalmente imposta, cai nas tramas e artimanhas daqueles que lhes sugam o trabalho. Mas não coloquemos toda a culpa sobre alguns eleitos corruptos. Há muito nisso que é culpa nossa, não sentes o cheiro de podre em tua pele?
Há uma grande parcela de culpa que também é do próprio povo. Seria muito fácil jogarmos toda a autoria nas outras pessoas e dormirmos com um falso estado de tranquilidade, ignorando o tamborilar pesado de nossas consciências superficialmente morais.
Esta situação chegou a esse ponto em nosso país, pois o povo cansou de lutar ou preferiu se acomodar. Seria mais fácil afirmar que a conformidade se apoderou dos pensamentos das pessoas, andamos em nossas cidades e vemos que as pessoas não cuidam nem mesmo de suas residências, não se preocupam com a saúde de seu ambiente residencial que em implica em sua própria saúde. Essa conformidade em suas casas acaba por ser aplicada nas rotinas de suas vidas e reflete na prole dos adultos.
As crianças inúmeras vezes utilizam seus pais como exemplos, assim, se os progenitores não incentivam o estudo, a saúde pessoal e princípios morais eficientes, a educação da criança ficará comprometida, bem como, o futuro da nação. Criam-se pessoas desligadas da sociedade e de seu aperfeiçoamento, criam-se pessoas desligadas da realidade. Criam-se pessoas com o “jeitinho brasileiro” que não implica somente em soluções fáceis, mas também em nem sempre fazer o que é certo por este ser uma alternativa mais difícil em diversas ocasiões. Sendo este o primeiro passo para a corrupção, que começa ainda nas “classes” sociais mais baixas e vai até as mais “elevadas”. Acabando por ser um refletir nos políticos, que como sabemos foram escolhidos pelo povo, assim sendo, seus atos são um reflexo do próprio povo. Muitos afirmam que eles devem dar o exemplo, mas já é chegada a hora de o povo dar o exemplo, pois se assim fosse a situação de nosso país haveria de ser melhor. Se os governantes não se preocupam com a educação, é porque o próprio povo não a prioriza, afinal a cerveja e o futebol são prioridades antes da leitura, uma situação trágica. O povo valoriza os políticos que fazem grandes obras inúteis e altos investimentos em festividades ridículas.
As sociedades e as culturas mudam, mas aparentemente os princípios basais acabam por serem os mesmos, festividades e comidas gratuitas, é isso que o povo aprecia e que culmina no encurtamento voluntário de suas memórias.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Empalado
Poema do livro Antropophagya Addendum.
Ele estava no alto
Observando a multidão
Que o rodeava
Estava debatendo as mãos
E também as pernas
Como se tentasse voar
Mas não retornaria ao chão
Pelo menos não tão cedo
Estava empalado
Aquela longa haste de madeira
Violava seu corpo
Em tons alternados
De lentidão e violência
Avançava
De um extremo a outro
Abrindo um caminho destrutivo
Entre as visceras de seu corpo
Ele gritava, arfava e se debatia
A população gritava e sorria
Ah! Que cena! Que doce agonia!
Quando mais se movia
Muito mais rápido sofria
Logo seu tempo acabaria
Ele estava no alto
Observando a multidão
Que o rodeava
Estava debatendo as mãos
E também as pernas
Como se tentasse voar
Mas não retornaria ao chão
Pelo menos não tão cedo
Estava empalado
Aquela longa haste de madeira
Violava seu corpo
Em tons alternados
De lentidão e violência
Avançava
De um extremo a outro
Abrindo um caminho destrutivo
Entre as visceras de seu corpo
Ele gritava, arfava e se debatia
A população gritava e sorria
Ah! Que cena! Que doce agonia!
Quando mais se movia
Muito mais rápido sofria
Logo seu tempo acabaria
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sábado, 20 de agosto de 2011
Tempestades
Poema do livro Antropophagya.
O vento do passado
Sopra atrás de nós
Impulsionando-nos
Rumo ao obscuro futuro
Um mar tempestuoso é a vida
Por vezes, os ventos do Tempo
Formam furacões e ciclones
Somos agitados violentamente
Girando sobre nossos próprios erros
São as tempestades que encontramos
Somente quando elas se desfazem
Novamente somos impulsionados
Pelo vento calmo e constante
Não seriam piores as calmarias?
Ficar parado
Sem seguir em frente
E sem voltar atrás
Quando não arriscamos errar
Permanecemos estagnados na vida
Mesmo sendo assustadoras
Todas as tempestades
Nos levam para algum lugar diferente
E dos erros adquirimos nossa sabedoria
O vento do passado
Sopra atrás de nós
Impulsionando-nos
Rumo ao obscuro futuro
Um mar tempestuoso é a vida
Por vezes, os ventos do Tempo
Formam furacões e ciclones
Somos agitados violentamente
Girando sobre nossos próprios erros
São as tempestades que encontramos
Somente quando elas se desfazem
Novamente somos impulsionados
Pelo vento calmo e constante
Não seriam piores as calmarias?
Ficar parado
Sem seguir em frente
E sem voltar atrás
Quando não arriscamos errar
Permanecemos estagnados na vida
Mesmo sendo assustadoras
Todas as tempestades
Nos levam para algum lugar diferente
E dos erros adquirimos nossa sabedoria
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domingo, 31 de julho de 2011
SOCIEDADE INSANA, de Marius Arthorius
SOCIEDADE INSANA, de Marius Arthorius

Quando o povo perde seu poder de escolha, quando as crenças são levadas ao extremo do fanatismo e quando o governo usa de forma errônea todo poder que possui em suas mãos. Surge então uma situação horrenda e indesejável a qualquer povo. No entanto, não muito diferente do caminho para o qual nossa sociedade ruma.
O que há de errado na pequena cidade Serenidade? Dominada por segredos e pelo medo no sobrenatural. Local em que a razão não encontra espaço no meio social. O que ocorre nesta cidade precisa parar, antes que a destruição chegue até seu povo.
Vislumbre os recantos mais obscuros que podem ser encontrados em nossa sociedade. Acompanhados dos momentos em que os instintos animalescos mais primitivos do ser humano afloram. Deixando de lado qualquer vestígio de racionalidade. Em meio a uma história envolta em terror e ficção científica. Recheada de reflexões sobre a vida, a morte, o tempo, o universo e a animalidade humana.

Quando o povo perde seu poder de escolha, quando as crenças são levadas ao extremo do fanatismo e quando o governo usa de forma errônea todo poder que possui em suas mãos. Surge então uma situação horrenda e indesejável a qualquer povo. No entanto, não muito diferente do caminho para o qual nossa sociedade ruma.
O que há de errado na pequena cidade Serenidade? Dominada por segredos e pelo medo no sobrenatural. Local em que a razão não encontra espaço no meio social. O que ocorre nesta cidade precisa parar, antes que a destruição chegue até seu povo.
Vislumbre os recantos mais obscuros que podem ser encontrados em nossa sociedade. Acompanhados dos momentos em que os instintos animalescos mais primitivos do ser humano afloram. Deixando de lado qualquer vestígio de racionalidade. Em meio a uma história envolta em terror e ficção científica. Recheada de reflexões sobre a vida, a morte, o tempo, o universo e a animalidade humana.
157 páginas. 1ª Edição, 2011.
Download gratuito: http://www.4shared.com/document/Dynd1CZc/SOCIEDADE_INSANA_-_Marius_Arth.html
Venda da versão impressa: http://clubedeautores.com.br/book/49463--SOCIEDADE_INSANA
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tristeza
domingo, 3 de julho de 2011
Alegorias da Morte XXI
Abra seus olhos
Suspire a morte no ar
Encontre-se na escuridão
Sua mente é sua armadilha
Seus sonhos
São sua destruição
Consuma-se em sua evisceração
Temores inconscientes
A noite proeminente
Expandindo-se em tua mente
Pupilas dilatadas
Respiração estagnada
Forças para o diafragma
Sangue aspergido feito magma
Injeções inúteis
Bisturis não te salvarão
Não corra para o cirurgião
Logo para teu coração
Destrói-se sua criação
Fim para tua ambição
Desfaz-se a triste ilusão
Que foi tua vida vã
Suspire a morte no ar
Encontre-se na escuridão
Sua mente é sua armadilha
Seus sonhos
São sua destruição
Consuma-se em sua evisceração
Temores inconscientes
A noite proeminente
Expandindo-se em tua mente
Pupilas dilatadas
Respiração estagnada
Forças para o diafragma
Sangue aspergido feito magma
Injeções inúteis
Bisturis não te salvarão
Não corra para o cirurgião
Logo para teu coração
Destrói-se sua criação
Fim para tua ambição
Desfaz-se a triste ilusão
Que foi tua vida vã
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