quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Estripado

Perturbador o corte avançou
Pelo chão as vísceras se espalharam
Mais um que a vida estripou
Pela dor eles choraram
A pele arrancada
A carne tremendo ao vento
Ao fundo uma sinfonia
Sangue destilado
Com vapor de lágrimas do estripado
Imóvel com ferros perfurando
Violentamente a pele rasgando
Submissão perante o mestre
Rebeldia e ascensão
Marcado pela degradante punição
Destruindo o reino do mestre
Da carne vem a liberdade
Derrubará toda e qualquer sociedade
Pois há um fim para a humanidade
Para todo individuo
Abaixo da terra um dia todos estarão
Existirá apenas o cheiro de podridão
Tudo poderá ter sido em vão

2 comentários:

  1. Belo poema moderno, rimado também, gosei da força empregada nele! parabéns!!

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  2. Texto interessante. Voltarei aqui mais vezes.

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