quinta-feira, 6 de junho de 2013

Novo livro: DEICÍDIO, de Marius Arthorius

Novo livro de contos de terror "DEICÍDIO", de Marius Arthorius.

Deicídio, é o ato de matar uma criatura de natureza divina ou uma divindade. E assim, ao longo dos 16 contos apresentados neste livro a morte se oculta atrás de cada linha, por meio do terror visceral e grotesco nem mesmo as criaturas divinas escapam de se tornarem vítimas. Aprecie estas histórias, carregue-as em sua mente pelo tempo que sua vida durar. Decida qual é a pior situação, aquela em que o sobrenatural causa os horrores ou aquela mais similar com nossa realidade em que a natureza humana é a causa do mal, tornando os males muito mais possíveis de se tornarem reais.
Delicie-se ou enoje-se com estes contos de terror.

Número de páginas:192
Edição:1(2013)
Formato:A5 148x210
Coloração:Preto e branco
Acabamento:Brochura c/ orelha
Tipo de papel:Offset 75g

Disponível no link: http://www.clubedeautores.com.br/book/146324--DEICIDIO


 
 
 
 
Aproveito a ocasião para informar que os links para download gratuito dos livros localizados na barra lateral direita estão novamente atualizados.


sábado, 20 de abril de 2013

Sangue da sociedade

E vejo o sangue derramado
Sobre o sonho desvairado
A bile e o vômito se espalham sobre o corpo
Escorrem do organismo para um mundo distópico
Mas a vida não é para uso tópico

Em um último espasmo
A pele sendo dilacerada
Com a dor percorrendo a coluna vertebral
Um corte, liberando o odor visceral
Da ignorância que abunda dentro de cada um
Numa sociedade que ruma para lugar nenhum

Todos querem sempre mais para si
Mas quando perto um do outro
Querem a imagem perfeita do cidadão
Para não alterarem o seu status quo
E deseja-se então que todos sejam iguais

E quando os cadáveres
Abrem suas bocas para falar
Nada sai além de ar
Com o doce e pútrido aroma
Da decomposição social
Das deidades já mortas
Que contaminam o cotidiano
Tudo humano, demasiado humano


sábado, 23 de março de 2013

Humano parasita


O humano é apenas um parasita
Que neste mundo habita
Delicia-se como um verme
Festejando na podridão
Formadora da sociedade
Ele surge na dor
E termina seus dias na dor
Passa a vida fugindo da morte
Uma fuga inevitável
A morte chega e se aproxima
Abraça todo ser
Sufocando-os
Acabando com o viver
Fazendo todos
Pararem de sofrer

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Vida 2



O céu se estende ao horizonte
Venho de não sei onde
Percorrendo estas terras
Rumo a um algum destino
Vago durante Eras
Carregando a vida comigo
Fugindo de algum inimigo

Carrego comigo os vermes helmintos
Ainda bem que não são platelmintos
A dor suga-me as forças
Tudo que vejo na estrada são forcas
Corpos dependurados
Até parecem estar defumados
Mas certamente estão sendo devorados
Pelos carniceiros deste local
Ah! E eu também sou um animal
Um filho desta terra
Selecionado ao longo de cada Era

Só procuro o céu além do horizonte
Mas por mais que ande
Sempre volto para o lugar de ontem
Onde encontro a mesma dor atordoante
Da ignorância humana
De quem não sabe como se ama

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Vida


E da forma como veio também se foi
Iniciou e terminou
Veio em meio às dores e ao choro
Assim também se foi
Em meio ao choro e às dores
Quando chegou havia flores
Quando se foi também levaram flores
Mas todas com diferentes odores

A vida
Veio e se foi
Foi e veio
Em ciclos infindos
Ao longo de uma constância caótica
Onde nem tudo depende da ótica
Formando em uma sopa primordial
Aminoácidos, proteínas
Desfazendo-se em uma sopa fétida
Outras substâncias e algumas enzimas

A química te fez
O tempo te desfez
Moldados pela evolução
Nos ciclos e sequências de rotação
Da Terra que persiste na universal escuridão

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Viver...


As turbulências da vida
Esta viagem tão inconstante
Cada passo sufocante
Afundando em agonia
As mãos infernais
Puxam-me para baixo
Curvando-se diante da cova
Um cadáver me observa
Envolto em vermes antigos
Me observa

Com a escuridão do que um dia
Foram olhos verdes
Um reflexo de mim mesmo
Apodrecendo
A lápide marca a data final
Mas estou cego para ela
Uma data oculta
Indefinida e apagada pelo tempo
A data que não saberei
Nasci, logo morrerei

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Sociedade...


O vento percorre as montanhas
Chega até minhas narinas
O aroma vindo de lugares distantes
De lugares que não são como antes

O vento chega até mim
Encostando-se a meu rosto
Vejo a tristeza da humanidade
A decadência desta sociedade

As supostas autoridades se espalham
Hierarquização daquilo que não é
Combatem-se as diferenças sociais
Mas criam-se nomes disfarçados: “hierarquias”
Segregação que se espalha com um nome bonito
Maquilagem empresarial

Perde-se a liberdade e os reais objetivos
Pois na hierarquização, preza-se pelos objetivos pessoais
Daqueles que estão acima, nestas cadeias hierárquicas anti-naturais