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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Vida


E da forma como veio também se foi
Iniciou e terminou
Veio em meio às dores e ao choro
Assim também se foi
Em meio ao choro e às dores
Quando chegou havia flores
Quando se foi também levaram flores
Mas todas com diferentes odores

A vida
Veio e se foi
Foi e veio
Em ciclos infindos
Ao longo de uma constância caótica
Onde nem tudo depende da ótica
Formando em uma sopa primordial
Aminoácidos, proteínas
Desfazendo-se em uma sopa fétida
Outras substâncias e algumas enzimas

A química te fez
O tempo te desfez
Moldados pela evolução
Nos ciclos e sequências de rotação
Da Terra que persiste na universal escuridão

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ascensão e Queda

Como saber se chegamos ao topo
Se temos medo de subir
Pois sempre achamos que vamos cair
Nesta condição, como posso sorrir?

A vida cansa
E a vida me aborrece
Tudo isso me enfraquece
Tudo isso me entristece

Nos ensinaram a sonhar
Mas não nos ensinaram a lutar
Nos ensinaram a desejar
Mas não nos ensinaram a conquistar

Ridícula é a esperança
É necessário morrer
Dar um fim nesta dança
Fazer uma mudança
Pela morte eu vou procurar
Para então me enforcar
Em suas longa trança

O pensamento positivo se torna uma ilusão
Pois sonhar demais só trará mais dor
Sempre é bom ter os pés no chão
E ver qual o real caminho a seguir
Para que não venhamos a cair de um alto penhasco
Por não termos visto o caminho
Quando estávamos com a cabeça nas nuvens


sábado, 25 de julho de 2009

Tormentas

Venham a mim as tormentas
Passarei por sobre elas
Como uma ave que voa
Sobre sua presa
Levemente oscilante em seu trajeto
Previamente traçado nos céus
Pois após as tempestades
O sol voltará a brilhar
Das águas violentas
Que foram despejadas das alturas
A vida brotará
Usando o passado como substrato
Tempos passados serão o adubo
Da vida que irá surgir
Desenvolver-se-á, para então frutificar
Algum dia morrerá
Mas não sem antes suas sementes deixar

A Sabedoria

O fogo devorador da matéria
Libera a energia e transforma
Descontrolado é devorador insaciável
O fogo da sabedoria
Queima dentro de todos nós
Libertai-o para que se torne
Devorador insaciável
Carbonizando a si mesmo
Para então renascer das cinzas
Como árvore que cresce em local de tormentas
Forte e vigorosa ela se torna
Originada do caos
Do fogo da ciência brilha a luz do saber
Espanta a escuridão dogmática
Revela-nos o mundo como ele é
Belo e intocado, deveras agradável
Para seguir tal caminho
Muitas árvores caem
Muitas chamas se apagam
Mas nunca em vão
Todos deram de seu sangue
Valorosos antepassados

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Por Ethernyt!

Vejo o planeta distante
Vagando pelo cosmos
Meu lar não é como antes
Isolado e abandonado fiquei
Entre anjos sanguinários
E demônios mercenários
Pela glória eu lutei
Tanto sangue derramei
Meu lar já não vejo
Observo o firmamento
Buscando lembranças
Misturadas entre estrelas no céu
Como neve sobre obscuro véu
Algum dia encontrarei a esperança
Esta há de vir dos céus
Para que ao lar eu retorne
Com tanto que não demore
Pois as asas já estão gastas
E meu tempo foge para terras vastas
Tantas vitórias adquiridas
Tantas vidas destruídas

Inspirado no livro “Ethernyt: a guerra dos anjos”
do grande mestre Márson Alquati

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ampulheta

Como numa ampulheta
A areia que escorre demarca o tempo
Assim é com todo ser vivente
Todos são uma ampulheta
Que dentro de si
Corre, percorre e escorre
A areia da vida
A areia do saber
Nunca estagnada
Sempre oscilante
Deslocando de um lado para o outro
Necessitamos sempre girá-la
E modificá-la
Para que assim possamos usá-la
Continuamente
Girando e regirando pela vida
A cada ciclo que termina e inicia

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Sofrimento Alheio

Amargo sofrimento alheio para o qual escrevo
Quem lê minhas palavras?
Se durante dias inteiros escrevo
E nenhuma resposta recebo
Continuo e continuo
O corte é profundo
Palavras são sangue
Que brotam, vertem e escorrem
Espalho por todos os lados
O sangue palavreado que de mim escapa
E o frio que sinto é o frio da dor?
A maldita companhia de não ter companhia
Irradiante dor que crava seus dedos
No âmago do ferimento
Rompe-o e arrebenta-o
Fazendo os pensamentos obscurecerem
E o sangue palavreado jorrar como cascata
Em mais um dia que amanhece
Observo o que há atrás de mim
É o rastro de palavras
Demarca meu caminho