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quarta-feira, 27 de maio de 2015

domingo, 5 de abril de 2015

domingo, 28 de julho de 2013

Zoológico humano



Trancafiados em nossas jaulas
Perambulamos por aí em busca de estímulos
Que aliviem os instintos animalescos
O zoológico humano é mais restrito do que qualquer outro
Um rebanho amorfo que ruma ao nada
E do nada surge tudo

Comporte-se como as massas
Todo aquele que não o faz deve ser educado
Dilacerado, macerado, mentalmente reestruturado
Não há para onde ir
Estamos viciados no zoológico
Dependente de todas as ilusões alegres
Que encontramos nos arredores de nossas jaulas

Hoje respiramos o ar intoxicado
Assistimos aos estímulos que nos viciam
Amanhã estaremos mortos e esquecidos
Em meio aos vermes estarrecidos
Permeando nossos órgãos, pelo sol aquecidos

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Vida 2



O céu se estende ao horizonte
Venho de não sei onde
Percorrendo estas terras
Rumo a um algum destino
Vago durante Eras
Carregando a vida comigo
Fugindo de algum inimigo

Carrego comigo os vermes helmintos
Ainda bem que não são platelmintos
A dor suga-me as forças
Tudo que vejo na estrada são forcas
Corpos dependurados
Até parecem estar defumados
Mas certamente estão sendo devorados
Pelos carniceiros deste local
Ah! E eu também sou um animal
Um filho desta terra
Selecionado ao longo de cada Era

Só procuro o céu além do horizonte
Mas por mais que ande
Sempre volto para o lugar de ontem
Onde encontro a mesma dor atordoante
Da ignorância humana
De quem não sabe como se ama

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Vida


E da forma como veio também se foi
Iniciou e terminou
Veio em meio às dores e ao choro
Assim também se foi
Em meio ao choro e às dores
Quando chegou havia flores
Quando se foi também levaram flores
Mas todas com diferentes odores

A vida
Veio e se foi
Foi e veio
Em ciclos infindos
Ao longo de uma constância caótica
Onde nem tudo depende da ótica
Formando em uma sopa primordial
Aminoácidos, proteínas
Desfazendo-se em uma sopa fétida
Outras substâncias e algumas enzimas

A química te fez
O tempo te desfez
Moldados pela evolução
Nos ciclos e sequências de rotação
Da Terra que persiste na universal escuridão

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Novo livro "Alegorias da Existência"

Novo livro de poemas "Alegorias da Existência", de Marius Arthorius

A existência é eternamente dividida entre o nascer e o morrer, o que ocorre entre estas duas etapas são apenas alegorias que criamos para encher o vazio existencial criado por nossas preocupações demasiadamente humanas. Nascer, crescer, estudar, trabalhar, envelhecer, aposentar, morrer. O ciclo que se segue com toda pessoa há algumas centenas de anos desde que a sociedade moderna se estabeleceu.

Faço-vos o elogio da existência, seja vazia ou plenamente preenchida de tolas preocupações, seja curta ou longa, toda existência tem seu fim, assim como todo fim teve seu começo. Adornemos nossas existências com lindas alegorias ilusórias em busca de um viver satisfatório. Trago-lhes as alegorias da existência e da morte.

Número de páginas:205
Edição:1(2012)
Formato:A5 148x210
Coloração:Preto e branco
Acabamento:Brochura c/ orelha
Tipo de papel:Offset 75g

http://www.clubedeautores.com.br/book/132889--ALEGORIAS_DA_EXISTENCIA


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Julgamento de Lúcifer I

Alto no céu
Entre as nuvens macias
Em locais de ar puro e doce
De brisas adoráveis
E luminosidade amável
Em um trono dourado
Vive a divindade imaculada
Criadora do universo?
Mantenedora da vida?
Veja a divindade, pai celestial
Junte tuas mãos e grite para o céus
Nenhuma resposta, morrem os famélicos
Morrem os inocentes

Para acompanhar...
Banda: Triptykon
Música: Shatter

sábado, 20 de agosto de 2011

Tempestades

Poema do livro Antropophagya.

O vento do passado
Sopra atrás de nós
Impulsionando-nos
Rumo ao obscuro futuro
Um mar tempestuoso é a vida
Por vezes, os ventos do Tempo
Formam furacões e ciclones
Somos agitados violentamente
Girando sobre nossos próprios erros
São as tempestades que encontramos
Somente quando elas se desfazem
Novamente somos impulsionados
Pelo vento calmo e constante
Não seriam piores as calmarias?
Ficar parado
Sem seguir em frente
E sem voltar atrás
Quando não arriscamos errar
Permanecemos estagnados na vida
Mesmo sendo assustadoras
Todas as tempestades
Nos levam para algum lugar diferente
E dos erros adquirimos nossa sabedoria

domingo, 31 de julho de 2011

SOCIEDADE INSANA, de Marius Arthorius

SOCIEDADE INSANA, de Marius Arthorius





Quando o povo perde seu poder de escolha, quando as crenças são levadas ao extremo do fanatismo e quando o governo usa de forma errônea todo poder que possui em suas mãos. Surge então uma situação horrenda e indesejável a qualquer povo. No entanto, não muito diferente do caminho para o qual nossa sociedade ruma.

O que há de errado na pequena cidade Serenidade? Dominada por segredos e pelo medo no sobrenatural. Local em que a razão não encontra espaço no meio social. O que ocorre nesta cidade precisa parar, antes que a destruição chegue até seu povo.

Vislumbre os recantos mais obscuros que podem ser encontrados em nossa sociedade. Acompanhados dos momentos em que os instintos animalescos mais primitivos do ser humano afloram. Deixando de lado qualquer vestígio de racionalidade. Em meio a uma história envolta em terror e ficção científica. Recheada de reflexões sobre a vida, a morte, o tempo, o universo e a animalidade humana.

157 páginas. 1ª Edição, 2011.


Download gratuito: http://www.4shared.com/document/Dynd1CZc/SOCIEDADE_INSANA_-_Marius_Arth.html


Venda da versão impressa: http://clubedeautores.com.br/book/49463--SOCIEDADE_INSANA



domingo, 29 de maio de 2011

Morte

O que há para nós na vida
A triste e dolorosa realidade
Assustando e afastando a todo ser
Ah! Como somos tolos covardes
Queremos nossas fugas, nossos escapes
A vida é dor, não é Schopenhauer?
Mas eis que o que não nos mata, nos fortalece
Não é Nietzsche?
Sentimos, precisamos, apegamos
Temer a morte?
Temer a ausência do sentir?
Não sentir mais dor?
Por que temer tal estado, não é Epícuro?
Todas as profundas influências
Dos criadores de filosofias e de ciências
Jazem todos mortos
O mesmo destino
E eu?
Eu sorrio
Pois o mesmo destino deles
Também será o meu
A morte
Em algum momento ela vem
Não sabemos em qual esquina, não é Raul?
Mas uma hora ela vem
A vida tem um fim, isso eu sei que tem

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Existir

Da desgraça veio a vida
E da felicidade veio a morte
Ó universo caótico
Que nos constrói
E em seguida nos destrói
Pequenos somos
Diante do vasto cosmos

A existência se torna enfraquecida
E morte se alastra a partir de um corte
Como viver neste ambiente caótico?
Se a estagnação nos corrói
E a inércia existencial se apossa de todos e tudo dói
Símios nós sempre fomos
Nosso DNA não esconde o que herdamos

E assim tudo segue
Toda a existência e inexistência
Gira e rodopia, dança e pulula
Ao redor do mesmo centro
Não como opostos
E sim como parte unificada de um todo

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Tempo destruidor

A eternidade é o instante
Que nunca passa e nunca avança
Fica sempre sendo, apenas um segundo
Um pequeno milésimo de segundo
Onde gira este mundo

Meu coração sangra transpassado
Com a seta do tempo que tem me ultrapassado
Meus pulmões tentam respirar, mas todo ar é passado
Não há como andar para trás
O que foi já acabou, morto e enterrado jaz

Meus olhos querem ver o que há adiante
Não há nada além do instante
No futuro há a névoa obscura constante
Que me obriga a avançar de forma lenta
Pois a rotina nos engana
Só por que até agora o sol sempre renasceu
A cada novo dia que surgiu
Não significa que amanhã ele estará lá
Se hoje aqui estou
Escrevendo estes versos deformados
Amanhã já posso não estar mais

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ascensão e Queda

Como saber se chegamos ao topo
Se temos medo de subir
Pois sempre achamos que vamos cair
Nesta condição, como posso sorrir?

A vida cansa
E a vida me aborrece
Tudo isso me enfraquece
Tudo isso me entristece

Nos ensinaram a sonhar
Mas não nos ensinaram a lutar
Nos ensinaram a desejar
Mas não nos ensinaram a conquistar

Ridícula é a esperança
É necessário morrer
Dar um fim nesta dança
Fazer uma mudança
Pela morte eu vou procurar
Para então me enforcar
Em suas longa trança

O pensamento positivo se torna uma ilusão
Pois sonhar demais só trará mais dor
Sempre é bom ter os pés no chão
E ver qual o real caminho a seguir
Para que não venhamos a cair de um alto penhasco
Por não termos visto o caminho
Quando estávamos com a cabeça nas nuvens


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Alegorias da existência

As vezes eu quero chorar
E às vezes eu preciso morrer
Alguns erros eu quero esquecer
Já aprendi o que tinha que aprender
As vezes não quero viver
E às vezes preciso me lamuriar
Um morto sente alguma coisa?

Com tantas ideologias,
Por quais eu deveria me sacrificar?
Vou lá eu saber
Uma ideia abstrata vale uma vida?

Em meio a tantas simbologias
Sem rumo eu quero caminhar
Talvez até me perder
Entre os restos de uma existência destruída

Fazemos tantas alegorias
Para disfarçar o destino que há de chegar
Ocultar o fato de que qualquer um pode morrer
E dentro de alguns anos será uma vida esquecida

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O preço da sociedade

Nascemos para vida
Esperando a morte certa
Tantas preocupações
Abalam a nossa curta vivência
Fatos que se passam
Em alguns quilômetros quadrados
Destroem nossa tranquilidade
Fatos que acontecem
Em alguns anos
Nos deixam ser dormir
Tolas preocupações
Nada significam
Nada representam
Perante o gigantesco universo
Nada são
Perante a duração do tempo
Somos seres egoístas
Achamos que nossos minúsculos territórios
São o próprio universo
Defendemos com nossas vidas
As fronteiras imaginárias
Que os governos criaram
Criamos nossos cercados
E denominamos eles de pátrias
Nos confinamos em nossos estábulos
Denominamos eles de casas
Queremos que tudo tenha um valor
Tudo tem seu preço
Do conhecimento ao sentimento

sábado, 31 de julho de 2010

Envelhecer

http://www.estronho.com.br/poemas-estronhos/4499-envelhecer.html

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Morrer sonhando

Ontem eu estava morrendo
O ontem se foi
Se ontem eu morri
Por que hoje alguém me sorri?
Envolvendo-me na mortalha
Cortam-me com a navalha
Todas essas agruras da vida
Tolas preocupações
Ou preocupações necessárias?
Cada uma é uma lâmina
Cortando minha mente
Cortando meus sonhos
Ontem eu morri
E hoje volto a morrer
Quanto mais envelhecemos
Mais sonhos são destruídos
Novos sonhos se criam
Alguns são abortados
Outros ficam estagnados
Esperando o momento
De se tornar realidade
Para que os cortes sejam suturados
E os olhos enxugados

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Ao cair da noite

A noite avança
Com sua lança
Sobre o dia
E quem diria
Parece uma fera
Tal qual uma pantera
Agarrando os desavisados
Desiludindo os apaixonados
A noite não espera ninguém
Para fagocitar o mundo ela advém
A luz foge perante o escuro soturno
Oriunda do Sol, foge para o colo de Saturno
Bailam no espaço os fótons
Através da imensidão do universo
Entre elétrons, nêutrons e prótons
Que colidem neste verso
Compondo toda a matéria
Nesta noite deletéria
Imensamente melancólica
A luz contorceu-se em sua cólica

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Vermes

Os vermes que a terra permeiam
Na qual agricultores semeiam
Devoram a matéria e a podridão
Da qual coisas novas se originarão
Da semente plantada
Uma nova vida será cultivada
Que poderá ser boa ou ruim
Tudo depende do que você faz, enfim
Os vermes da morte e da vida
Dependem das escolhas por você decidida
Escolha qual será seu fim

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Caminhos

Quem saberá
O que o futuro nos reservará?
Seguimos pelo caminho comum
O mesmo que todos seguem
Caminhos pré-estabelecidos
Se seguires caminhos já traçados
Previamente determinados
O seu fim será o mesmo fim
Que outros já provaram
Fato que não há como mudar
Talvez um ato, ou suas escolhas
Possam mudar seu trajeto
Tornando-o mais sinuoso
Tortuosamente
Mais curto ou mais longo
Mudando, quem sabe
A época ou a forma
Que você encontrará seu fim
O mesmo fim será também para mim