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sábado, 2 de maio de 2015
sábado, 5 de julho de 2014
Sociedade...
Olhamos para a
sociedade
O que vemos?
Consumo, sonhos
irreais, dinheiro é tudo
Ambição pelo poder
Tudo gira em torno do status
É só isso o que querem
Ascender em seu campo
de atuação
Almejam serem uma peça
maior
Talvez menos
descartável
Em meio a maquinaria da
sociedade
Mas todos são iguais
Seria também todo
indivíduo
Apenas mais uma peça
descartável?
Se não é descartável
Trata-se do terrível
individualismo
Se um não é descartável
Então não somos todos
iguais
Iguais nos direitos
Diferentes nos deveres
Ah! Essa ética variável
Nenhum padrão absoluto
se mantém
Tudo oscila
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Alegorias da Morte I
Poema integrante do livro "Alegorias da Existência", de Marius Arthorius.
https://clubedeautores.com.br/book/132889--ALEGORIAS_DA_EXISTENCIA#.UpcYV-J0nkJ
https://clubedeautores.com.br/book/132889--ALEGORIAS_DA_EXISTENCIA#.UpcYV-J0nkJ
De dentro das
catacumbas leviatânicas
Um sopro de
inverno dos mortos que ascendem
Dançam
alegres bebês
Enforcados em
seus cordões umbilicais
Ao som de
estupros necrofílicos
Sou um
cadáver que te banha em podridão
Eis me aqui
jogado ao chão
O senhor dos
Céus caiu por terra e morto agora ele jaz
Reino de
mentiras que chega ao fim
A estrela da
manhã renasce... brilhe! Viva!
Por detrás
dos montes da vida chegam as luzes da verdade
Queimando as
vidas dos cordeiros cegos
Contorcionistas
das dores
Retorcem-se
sobre suas covas coletivas
Ubi dubium
ibi libertas... assim proclamaremos!
Preparamos a
exumação
Daquilo que
não deveria retornar
Mas em todos
os corações há de sempre estar
Meu coração
já não pulsa... é gelo, é escuridão
É teu fim
certo, lento e sofrido
Névoas da
escuridão rodeiam minha inexistência
Enquanto
cinzas quentes queimam tua vida fraca
Você brinca
com teu coração pulando sobre uma faca
E quando se
der conta não saberá qual o teu berço
Será abortado
de teu quente lar
Na cova coletiva
de todos os não-vivos
Ali
eternamente teus restos permanecerão
Em meio ao vazio e ao nada... apenas silêncio e escuridão
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morte,
reflexões,
sofrimento
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Conto: Nunca irrite um escritor
Conto: Nunca irrite um escritor
Este conto faz parte livro Deicídio, de Marius Arthorius, e possui registro de direitos autorais junto à Fundação Biblioteca Nacional seu uso total ou parcial para qualquer finalidade comecial ou não, sem autorização do autor implicará em medidas cabíveis previstas em Lei.
Este conto faz parte livro Deicídio, de Marius Arthorius, e possui registro de direitos autorais junto à Fundação Biblioteca Nacional seu uso total ou parcial para qualquer finalidade comecial ou não, sem autorização do autor implicará em medidas cabíveis previstas em Lei.
- Aqueles malditos, como poderiam eles
compreender a grandiosidade de meu trabalho? Eu precisava de paz e sossego,
aquela algazarra toda só atrapalhava minha concentração. Agora eu tenho esse
lindo silêncio que me envolve e me acolhe. Posso realizar minha grande obra sem
perder o rumo certo. O quê eu posso dizer? Algumas vezes precisamos tomar uma
atitude um pouco mais agressiva, avançar algumas regras antes que um mal maior
aconteça. Se para existir paz é necessário usar a força, se é isso que ocorre
ao redor de todo o mundo, aqui também não foi tão diferente. Aqueles seres
malditos, inferiores por sua natureza precisavam aprender uma lição. Eu como um
bom escritor, estando inúmeros patamares acima deles em conhecimento precisei
tomar as rédeas e parar aquele estouro de boiada.
. .
.
Um dia antes...
- Pequenas crianças, pequenas crianças,
cordeirinhos e cordeirinhos, aí vai o lobo mal. Vocês podem correr e correr,
mas nunca conseguirão se esconder. – O cabelo desarrumado atrapalhava sua
visão, o suor escorria pelo rosto e pelo pescoço, com a marreta suja de sangue
e presa firmemente em suas mãos ele procurava seu alvo. Havia dias que ele
queria apenas sentar-se ou deitar-se em algum recanto de sua casa para terminar
mais um livro que ele estava escrevendo, apenas mais um livro a ser registrado
e publicado, mas sem leitores, ninguém além do próprio autor leria aquelas
páginas. Há anos ele já cultivava o pensamento de que escrevia para si mesmo,
sem se importar em ter um público alvo e sem querer qualquer tipo de lucro com
suas obras. Ele apenas escrevia, era isso, mais nada.
Nos últimos dias ele tinha cansado da
baderna infernal criada pelos vizinhos que se afogavam em bebidas, música de má
qualidade e promiscuidade. Cansou de todos os xingamentos de baixo calão, do
sexo explícito nos quintais e varandas das casas, cansou das músicas, do cheiro
de vômito alcoólico. Cansou de tudo.
Ele não queria mais ser pisoteado por
pessoas que não possuem uma cultura própria e que vivem de seguir as ondas da
moda com carros enfeitados com inúmeras caixas de som produzindo sons
desconexos, homens e mulheres deformados por anabolizantes e cirurgias
plásticas. Ele mostraria que estas pessoas estavam enganadas, que elas não eram
superiores. A raiva mostraria sua supremacia diante do modismo. A atual festa
tinha ocorrido em sua casa, rodeada por altos muros e portões trancados a sete
chaves, os sobreviventes tinham tentado inutilmente se esconder em algum
recanto da casa.
Passando pela sala e ainda ofegando com
a adrenalina de alguns assassinatos cometidos ele se aproximou do aparelho de
som para mudar a música. Tirou aquelas malditas batidas remixadas e letras de
música sem sentimento. Colocou para tocar um CD com um heavy metal de
vozes guturais e acordes desconexos que o faziam delirar por todos os recantos
de sua imaginação. Fechou os olhos e inspirou profundamente erguendo levemente
a cabeça e os ombros, após, sorriu.
Foi quando atrás de si apareceu uma
mulher jovem apenas de biquíni, tremendo com o frio noturno, chorando com
secreções escorrendo de seu nariz.
- Por favor, por favor, não me mate!
Perdoe-me por ter jogado seus livros na churrasqueira, foi errado, mas era
apenas uma brincadeira basta comprar outros. Você não pode passar a vida
inteira apenas lendo e escrevendo, você tem que curtir a vida! Por favor, não
me mate, eu faço qualquer coisa! – disse a mulher se ajoelhando no chão com as
mãos entrelaçadas em preces inúteis.
- Curtir a vida? Foi isso que você
disse? Quem é você para me dizer como eu tenho que viver? Sua pequena
formiguinha, pequena formiguinha, é isso que você é. Nada mais, apenas serve os
objetivos da colônia, vive aos moldes da colônia. Sabe, eu gosto de formigas,
admiro muito a organização delas e o fato de não precisarem pensar muito.
Apenas seguirem seus comportamentos pré-determinados e sempre ditados por
alguma autoridade. Só que há um problema, quando uma formiga me morde, eu a
elimino. É um instinto defensivo, fazer o quê. E você me mordeu dolorosamente
formiguinha. Você desprezou meus livros, minhas leituras e meus escritos! Todos
vocês têm desprezado meus escritos, vocês são pedras no caminho, impedem que eu
viva minha própria vida. Pensam que são superiores demais, mas veja só você
aqui. Ajoelhando-se diante de mim e ainda assim querendo me ensinar a viver.
Você nunca saberá nada sobre a vida, você é apenas uma formiguinha promíscua.
Você faz qualquer coisa é? Então se deite de bruços e fique com o seu rosto
voltado para o chão.
- Sim, sim, qualquer coisa para não
morrer! - respondeu eufórica a mulher
enquanto deitava-se obedecendo as ordens.
Ele se aproximou dela, inclinou levemente
sua cabeça para a direita observando-a, segurava a marreta ensanguentada com a
mão direita, deixando um rastro de gotas vermelhas no piso branco da casa. Ele
segurou a ferramenta com as duas mãos, ergueu-a no ar e a fez descer
violentamente contra o crânio da mulher. Lacerando os ossos, fazendo um som de
madeira sendo quebrada entrar em contraste com o heavy metal e sangue
escorreu sobre o chão.
Ele se abaixou usando a marreta como
apoio, olhou dentro do crânio perfurado e sorriu.
- Esmaguei sua pequena cabecinha,
senhora formiguinha. – falou ele fazendo uma voz e uma careta infantil,
imitando uma criança que se diverte com um presente recém recebido - E veja,
sua cabeça é oca! Como eu imaginei. Sabe formiguinha, hoje meu objetivo de vida
era apenas esse. Esmagar suas pequenas cabecinhas vazias e inúteis. Pelo menos
como adubo vocês servirão para alguma coisa não é? – disse ele gargalhando e
caindo sentado, não conseguindo conter seu ataque de risos. – Vocês
desrespeitaram meus pequenos e amados livros, os mataram com o fogo infernal de
sua maldita festa, fazendo isso vocês destruíram uma parte de mim. Acabaram com
a maior parte do meu “eu”, com a minha existência. Assim sendo, só me restou a
vingança, pois todos cometeriam vingança em prol de quem eles amam! –
Levantou-se e acertou mais doze marretadas no corpo da mulher. Costelas, braços
e pernas foram quebrados. – Uma morte deformada para você! Que tanto deformou a
minha vida!
. .
.
Três horas antes...
Fogo flamejava fortemente na
churrasqueira de tijolos, as gargalhadas alcoólicas ecoavam pelo ar noturno.
Uma névoa pairava sobre o ar gélido que fazia todos os seres urbanos se
esconderem em algum recanto aquecido.
- Ei! Seu escritor! Legal você
finalmente fazer uma festa para nós. Pena que você fica só com essa conversa
ridícula sobre como viver e como realmente tornar a vida útil. – Falou um ser
arrogante embriagado e tomando cerveja com canudinhos. – Mas isso aqui pode
ficar melhor sabe. Temos todas as mulheres e as cervejas, mas o fogo ainda está
baixo.
- Precisamos queimar alguma coisa! –
respondeu outro gargalhando.
- Já sei! – Respondeu o primeiro. –
Vamos, me ajudem, segurem o doutor escritor!
- O quê? – Indagou o escritor, enquanto
outros quatro o seguravam ele deitado no chão. Ele tentava se livrar deles, e
eles só o pressionavam ainda mais contra a grama molhada por cerveja.
O primeiro entrou na residência, seguido
por algumas mulheres, não tardou e retornaram com dezenas de livros em suas
mãos. O escritor arregalou os olhos, assustado por ver sua progênie de papel
sendo tratada com tanta falta de educação, seus olhos se encheram de lágrimas,
seu rosto ficou vermelho de raiva com veias dilatas enquanto ele gritava
desesperadamente tentando salvar seus amigos de todas as horas.
- Qual é problema escritor, é apenas um
monte de papel velho e empoeirado, você pode viver sem isso. – Disse sorrindo
sarcasticamente uma mulher que já ia arrancando as páginas dos livros e
jogando-as no fogo.
- Cale-se! Você não sabe o que diz, você
não sabe o que faz! Soltem-me! Parem com isso! – Berrou o escritor. O fogo
iluminava a escuridão tornando-se cada vez mais intenso, conforme mais e mais
livros eram adicionados àquela fornalha demoníaca. Quando o genocídio literário
estava encerrado, acertaram um soco na boca do estômago do escritor, despejaram
cerveja sobre ele e o deixaram caído no chão. Sendo xingado por todos ali
presentes que o desprezavam por não agir como as grandes massas.
O escritor levantou-se tremendo de
raiva, perdera todos os bens materiais mais valiosos que ele possuía. Foi até
os portões da sua casa, trancou todos eles e escondeu as chaves, depois se
dirigiu até o seu porão, não sabia ao certo o que faria, nem o que procurava.
Talvez ele quisesse transformar em realidade algum de seus contos de terror,
aquele som remixado e os berros daquelas mulheres o deixavam ainda mais
irritado. Aqueles malditos que o surraram e o torturaram com a destruição de
seus bens precisariam pagar. Ele já tinha muito desgosto acumulado em sua vida,
livros não vendidos, ausência de leitores, algumas de suas obras haviam tido a
participação negada em antologias e editoras. Tudo parecia estar vindo à tona
naquele instante. Todos sentiriam a dor que ele vinha sentindo há muitos anos.
Então ele viu num canto de seu porão aquela marreta. Foi até ela e segurou-a
firmemente, como se aquela ferramenta passasse alguma forma de energia e força
para ele, funcionando como um talismã.
Saiu do porão para o interior da sua
casa, uma mulher estava indo nua para o banheiro enquanto vomitava pelo chão da
casa todas as bebidas alcoólicas que ela havia tomado. Ela estava drogada com
álcool, afinal seja lícita ou ilícita, drogas são todas iguais, apenas uma
forma das pessoas temerosas escaparem um pouco da realidade. Ele caminhou até
ela.
- Você está bem? – Perguntou ele.
Ela virou-se sorrindo para ele, toda a
parte frontal do corpo dela e os cabelos estavam sujos com vômito amarelado. O
escritor se enojou daquelas pessoas ainda mais tendo essa visão diante de si.
Num chute jogou-a para dentro do banheiro, entrou e trancou-se lá com ela. A
mulher tentava se levantar do chão, segurando o corte que se formou na testa
quando com o chute ela bateu com a cabeça na pia. Sangue escorria na lateral
esquerda do rosto dela.
A luz fluorescente iluminava os pisos
pretos e brancos do banheiro. O escritor ficou de pé sobre o vaso sanitário, a
mulher estava sentada no chão diante dele.
- Cara – disse a mulher – saia do vaso
sanitário, eu preciso vomitar.
- É claro! – respondeu o escritor,
segurando a marreta com a mão direita e apoiando-a atrás do pescoço,
curvando-se levemente para a frente com um sorriso no rosto e coçando o próprio
queixo com a mão livre – Responda-me algo antes, você já jogou golfe? Eu nunca
joguei. Mas no momento eu tive uma vontade incrível de conhecer esse jogo.
Incrível ver aquela linda bolinha branca voando pelos ares após ser golpeada
pelo taco rígido de metal!
- Nunca joguei, cara, agora me deixa
vomitar em paz.
- É claro, senhorita
tudo-que-eu-quero-é-vomitar! Apenas me deixe terminar a minha partida de golfe
e você poderá fazer o que você quiser. – Ele retirou a marreta do pescoço,
segurou-a como se segura um taco de golfe, posicionando ao lado da cabeça da
mulher, calculando a jogada como um jogador profissional. Ela alternava olhares
entre a marreta e o vaso sanitário. Quando a última coisa que ela viu foi a
marreta indo violentamente contra a lateral de seus crânio, arremessando-a para
o lado, um pedaço de crânio bateu contra o vidro da janela, ricocheteou contra
a parede e caiu dentro da pia. – Viu só senhorita! Ponto para mim! Acertei a
minha jogada! Quem é o melhor agora?
. .
.
Tempo atual...
E assim, pessoa após pessoa, eu fui
mostrando para aquelas formiguinhas como um escritor em fúria pode ser superior
a eles. Ah! Sim! Eu escrevia melhor do que eles, eu vivia melhor do que eles e
quem diria, ninguém naquela festa jogava golfe como eu! Quantas cabeças voaram
como pequenas e lindas bolinhas brancas! Foi uma noite emocionante, exceto pela
perda de minhas preciosidades literárias.
Eles pensaram que nós escritores vivemos
apenas em nossas imaginações, afogando-se em letras e frases. Dizem que
perdemos nosso tempo, que ficaremos loucos de tanto ler e escrever. Afirmam que
isso não é aproveitar a vida, o que sabem eles sobre isso? Nós, escritores, ao
menos deixaremos alguma contribuição útil para as futuras gerações, tentamos
fazer algo para melhorar a cultura pútrida de nossa sociedade e ninguém joga
golfe com crânios tão bem quanto nós! Ah! Sim! Isso não há como discordar!
Aqueles cordeirinhos, mal sabem o lobo
que há cá dentro. Agora veja, todos esses corpos estendidos em meu quintal com
seus crânios estourados, bastou uma leve batida de marreta para espalhar massa
encefálica por todos os lados. Eles destruíram uma parte significativa da minha
vida, a transformaram em cinzas, só me resta agora queimar esses corpos,
destruí-los como eles destruíram meus livros. Eles irritaram um escritor e isso
é algo que ninguém deve fazer. Ou poderá sofrer as devidas consequências.
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sábado, 23 de março de 2013
Humano parasita
O humano é apenas um parasita
Que neste mundo habitaDelicia-se como um verme
Festejando na podridão
Formadora da sociedade
Ele surge na dor
E termina seus dias na dor
Passa a vida fugindo da morte
Uma fuga inevitável
A morte chega e se aproxima
Abraça todo ser
Sufocando-os
Acabando com o viver
Fazendo todos
Pararem de sofrer
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Vida 2
O céu se estende ao horizonte
Venho de não sei onde
Percorrendo estas terras
Rumo a um algum destino
Vago durante Eras
Carregando a vida comigo
Fugindo de algum inimigo
Carrego comigo os vermes helmintos
Ainda bem que não são platelmintos
A dor suga-me as forças
Tudo que vejo na estrada são forcas
Corpos dependurados
Até parecem estar defumados
Mas certamente estão sendo devorados
Pelos carniceiros deste local
Ah! E eu também sou um animal
Um filho desta terra
Selecionado ao longo de cada Era
Só procuro o céu além do horizonte
Mas por mais que ande
Sempre volto para o lugar de ontem
Onde encontro a mesma dor atordoante
Da ignorância humana
De quem não sabe como se ama
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Viver...
As
turbulências da vida
Esta
viagem tão inconstanteCada passo sufocante
Afundando em agonia
As mãos infernais
Puxam-me para baixo
Curvando-se diante da cova
Um cadáver me observa
Envolto em vermes antigos
Me observa
Com
a escuridão do que um dia
Foram
olhos verdesUm reflexo de mim mesmo
Apodrecendo
A lápide marca a data final
Mas estou cego para ela
Uma data oculta
Indefinida e apagada pelo tempo
A data que não saberei
Nasci, logo morrerei
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