segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Alegorias da existência

As vezes eu quero chorar
E às vezes eu preciso morrer
Alguns erros eu quero esquecer
Já aprendi o que tinha que aprender
As vezes não quero viver
E às vezes preciso me lamuriar
Um morto sente alguma coisa?

Com tantas ideologias,
Por quais eu deveria me sacrificar?
Vou lá eu saber
Uma ideia abstrata vale uma vida?

Em meio a tantas simbologias
Sem rumo eu quero caminhar
Talvez até me perder
Entre os restos de uma existência destruída

Fazemos tantas alegorias
Para disfarçar o destino que há de chegar
Ocultar o fato de que qualquer um pode morrer
E dentro de alguns anos será uma vida esquecida

domingo, 31 de outubro de 2010

Á Sombra do Corvo

Será lançado no dia 20 de novembro na Jedicon em São Paulo a antologia de "À Sombra do Corvo - poesias sombrias" da Editora Literata, livro do qual eu participo com o poema "Minha morte".





Maiores informações:
http://www.editoraliterata.com.br/
http://editora.estronho.com.br/

O abismo da morte (The abyss of death)

Eu despenquei no abismo da escuridão
Para dele nunca mais sair
O sangue em minhas mãos
Sangue da vida que terminou
A gadanha a ceifou
Aqueles olhos me hipnotizavam
Me atraíam para este local
Uma olhar sem vida
Um olhar sem dor
Segui o caminho dos ancestrais
Todos os caminhos
Tiveram o mesmo destino no final
Não havia nem bem e nem mal
Não havia deus, diabo ou qualquer outro animal
Apenas o abismo da escuridão
No qual todos nós permanecemos após a morte
Eu segui aqueles olhos
Havia passos no caminho
Muitos passos apagados
Outros eram recentes
Passos de adultos, passos de crianças
Todos nós vamos para o abismo
Havia marcas de rastejo
Das crianças que asfixiaram com leite materno
Ou daquelas que morreram no berço
Outras morreram antes de nascer
E nunca descobriram o que é amor materno
Nunca viram os rostos de suas mães
Agora rastejam para este abismo coletivo
Pois a deidade não conseguiu largar seu egoísmo
E proteger os inocentes e indefesos
Eu segui aqueles olhos
E pude ver o quão efêmera é a vida
Despenquei no abismo
Vi tantos que como eu
Caiam eternamente
Na completa ausência de sentidos
Nem dor, nem choro
Nem felicidade, nem sorrisos
Se na vida por tudo sentimos
Na morte não há nada o que sentir


I fell into the abyss of darkness
To nevermore exit of it
The blood on my hands
Blood of the life that ended
The scythe reaped it
Those eyes got me hypnotized
Attracted me to this place
A look lifeless
A look without pain
I followed the path of the ancestors
All paths
Had the same fate at the end
There was neither good or bad
There was no god, devil or any other animal
Only the abyss of darkness
In which we all remain after death
I followed those eyes
There were steps on the path
Many steps erased
Others were recent
Steps of adults, steps of children
We all go into the abyss
There were marks of creep
Of the children who were asphyxiated with breast milk
Or of those who died in the cradle
Others died before birth
And never discovered what maternal love is
Never saw the faces of their mothers
Now they creep to the collective abyss
Cause the deity could not leave his selfishness
And protect the innocent and defenseless
I followed those eyes
And I could see how life is fleeting
I fell into the abyss
I saw many as me
Falling forevermore
In the complete absence of meaning
No pain, no cry
Neither happiness, nor smiles
If we feel for everything in life
In death there is nothing to feel




segunda-feira, 11 de outubro de 2010

NECROPHAGYA!

Está disponível para download gratuito o livro de contos de terror "NECROPHAGYA" escrito por Marius Arthorius.

Abaixo o prefácio do livro...

PREFÁCIO
Necrofagia, o ato de comer carne em decomposição.
Acompanhe esta leitura através do terror, em diversos contos que lhe trazem um banquete de carne humana podre regada a sangue. Mas não coma apenas, procure apreciar o manjar necrofágico, pois em cada mordida, em cada palavra lida, há uma crítica oculta nas entrelinhas.
Sacie seus instintos animalescos e pensantes ao mesmo tempo. Adentre por abismos éticos e morais, mas cuidado para não se perder e não mais voltar dos caminhos insanos que você está prestes a explorar. Você tem coragem de ler estas palavras? De tê-las gravadas em sua mente?
Conheça seus “demônios” internos, os seus pensamentos assassinos mais íntimos e revoltosos estão prestes a serem aliviados. Você tem um encontro marcado com as mortes que se ocultam nas páginas deste livro, não perca tempo, comece a fazer parte destas histórias, inspire o delicioso cheiro de carne pútrida que há diante de você.


Apreciem a leitura...
Link para download ou então através da barra lateral no tópico "Livros do Autor":
http://www.4shared.com/document/S-3Yi4C8/NECROPHAGYA_PDF.html

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O preço da sociedade

Nascemos para vida
Esperando a morte certa
Tantas preocupações
Abalam a nossa curta vivência
Fatos que se passam
Em alguns quilômetros quadrados
Destroem nossa tranquilidade
Fatos que acontecem
Em alguns anos
Nos deixam ser dormir
Tolas preocupações
Nada significam
Nada representam
Perante o gigantesco universo
Nada são
Perante a duração do tempo
Somos seres egoístas
Achamos que nossos minúsculos territórios
São o próprio universo
Defendemos com nossas vidas
As fronteiras imaginárias
Que os governos criaram
Criamos nossos cercados
E denominamos eles de pátrias
Nos confinamos em nossos estábulos
Denominamos eles de casas
Queremos que tudo tenha um valor
Tudo tem seu preço
Do conhecimento ao sentimento

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Devaneios

Trago o futuro em meus olhos
E a morte em meu encalço
Trago na face a doença
E na mente a vaidade
Trago na boca a acidez
E na língua palavras rudes
Trago o sofrimento no coração
E na alma...

Esqueci
Não existem almas
Nunca vi, nunca senti
Nunca verei, nem me lembrarei
Nunca precisei e nem mesmo sonhei
Nunca gostei, nem me interessei
Existe apenas a imaginação
Enraizada no coração
Que será esmagado em minha mão

sábado, 31 de julho de 2010

Envelhecer

http://www.estronho.com.br/poemas-estronhos/4499-envelhecer.html