domingo, 3 de abril de 2011

Sangue e Dor

O sangue e a dor

Fluem em constante harmonia

Vertem da fonte inacabável

Em uma orquestra inabalável

Em que instrumentos são ossos

Ossos e cadáveres

Que perderam seus caracteres

Meus ossos se quebram com a vida

Meu sangue rega jardins alheios

Vampiros é que os seres sociais são

Todo sangue eles tomarão

Para tentarem tornar suas mortes

Mais despercebidas para eles mesmos

Numa tentativa fracassada

De mudar o passado

E mascarar a dor reservada ao futuro

Pois não possuem capacidades próprias

Parasitas extremos

Isso é o que aqui temos

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia das Mulheres

No dia das mulheres, um breve manifesto em defesa delas.

Pode-se afirmar que culturalmente existem dois comportamentos característicos nas mulheres, sendo o comportamento das “mulheres reais” e o das “mulheres submissas”, ainda não sei ao certo se essas distinções se devem ao meio cultural no qual elas cresceram ou a características inatas. A princípio o meio cultural parece ser a melhor explicação para essa diferença entre os dois tipos de mulheres, eu não gostaria de usar essa separação em tipos, alguns podem afirmar que com isso estou criando uma segregação ou alguma forma de discriminação, porém ao observarmos as pessoas percebemos principalmente essas duas formas de comportamento entre as mulheres. Mesmo com a influência cultural algumas mulheres que possuem a capacidade de pensar por si mesmas e que não se contentam em permanecerem sempre no mesmo lugar conseguem driblar as influências e tornarem-se “reais”, deixando para trás sua submissão.

A questão é que os homens transformaram a sociedade em um ambiente patriarcal, devido à sua sede de poder e ganância. Estando cientes da influência que as mulheres conseguem exercer sobre si, o único escape para inibir esse poder de influência das mulheres foi desenvolver o estereótipo de que as mulheres são propriedades dos homens, que elas são objetos e devem ser submissas aos seus donos. Tirando-se a liberdade de expressão das mulheres os homens tinham caminho aberto para realizarem seus atos com uma redução do peso sentimental. Um exemplo clássico da cultura criada pelos homens é o orgulho sentido por um pai ao ver seu filho morrer lutando por fronteiras imaginárias para defender ideias coletivas e sem fundamentos, enquanto muitas vezes as mães ficam chorando pela prole assassinada de forma irracional. Exceto se as mulheres já estiverem com suas mentes destruídas pela influência machista.

Devemos também levar em consideração a influência dos instintos humanos, pois querendo ou não, aceitando ou não, somos todos animais, somos símios e como tal os instintos se escondem por detrás de nossos pensamentos, daí advém a necessidade de estarmos sempre ponderando nossas ações e guiando a rédeas firmes nossos impulsos. Com esses instintos é que os homens ao longo da história acabaram por desejarem sempre ter para si mulheres com o intuito de reprodução e prazer sexual sempre que o desejassem, transformando as mulheres em objetos e fazendo-as aceitarem tal condição fica fácil para os homens alcançarem seus objetivos sem gastarem muito de seu tempo precisando conquistar a confiança das mulheres. Esse comportamento masculino se reflete na existência de grande número de prostíbulos e de mulheres que vendem seus corpos para os homens em troca de dinheiro, percebe-se o quão irracional e instintivo é comportamento dos homens quando estes não possuem o controle sobre suas mentes. Destes comportamentos masculinos também se originam situações grotescas como o tráfico e escravização de mulheres para que os homens saciem seus instintos animalescos.

Porém, o mais triste é ver mulheres muitas vezes aceitarem tais situações devido ao conformismo, característica marcante na sociedade, elas apenas afirmam que tudo sempre foi assim e assim continuará, que é tudo desígnio divino ou então preferem ser submissas para não precisarem trabalhar ou lutarem para ter um sustento próprio. Infelizmente é grande o número de mulheres que aceitam essas situações, muitas até sabem que é necessária a mudança de conceitos morais, mas como sempre as pessoas temem a mudança, pois em sua covardia e falta de vontade preferem deixar tudo do jeito que está.

Enquanto isso as mulheres reais sofrem em dobro lutando por direitos que servirão para todas, numa situação desproporcional é apenas o sangue e o suor de poucas que trarão benefícios, assim como ao longo da história foi a luta de poucos grupos femininos que trouxe as conquistas coletivas. Considerando essa situação vemos que não é necessário apenas que as mulheres se revoltem e sim é necessário que os homens levantem suas gordas nádegas das poltronas em que ficam sentados se embriagando e babando diante de outros homens correndo atrás de uma bola e passem a mudar seus próprios comportamentos respeitando e ajudando as mulheres que eles dizem que amam. Se as mulheres têm medo de se rebelarem contra a cultura vigente, se elas temem que serão duramente repreendidas pelo dito sexo “forte”, então só resta dizer: homens, sejam homens de verdade e cuidem das mulheres, pois suas vidas dependem delas e sem elas não há como vivermos.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Cansado

Deixem-me em meu caixão
Abandonem-me no esquecimento
Enquanto meu corpo desaparece
Cansei da humanidade
Essa grande enfermidade
Que tem assolado o planeta

A humanidade procurou muitos desvios
Desviou tanto os seus caminhos
Que acabou por se perder
Chegou a lugar nenhum
Não tem mais sentido algum

Os temerosos procuram por deuses
Mas não nunca houve nem mesmo um
E nesta busca por deidades
É que a humanidade se perdeu
Pois esqueceu seu caminho natural
Estavam todos desejando o sobrenatural


Tired

Let me in my coffin
Leave me in oblivion
While my body disappears
I’m tired of Mankind
This great sickness
That has plagued the planet

Mankind tried many deviations
Deviated so many paths
Which eventually lose
Went to nowhere
Has no more sense

The fearful look for gods
But there was never one
And in this quest for deities
It is that mankind has been lost
Because forgot its natural path
They were all whishing for the supernatural

domingo, 9 de janeiro de 2011

Destroyer time

Eternity is the moment
That never goes away and never progresses
It is always being just one second
A small millisecond
The place where the world revolves

My heart bleeds pierced
With the arrow of time that has passed me
My lungs are trying to breathe, but all the air is foretime
There is no way to going backwards
What was is gone, dead and buried lies

My eyes want to see what's ahead
There is nothing beyond the moment
In the future there is the constant mist obscure
What compels me to move slowly
Cause the routine deceives us
Just because until today the sun always reborn
Each new day that has emerged
It does not mean it'll be there tomorrow
If I am here today
Writing these lines deformed
Tomorrow I can no longer be

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Existir

Da desgraça veio a vida
E da felicidade veio a morte
Ó universo caótico
Que nos constrói
E em seguida nos destrói
Pequenos somos
Diante do vasto cosmos

A existência se torna enfraquecida
E morte se alastra a partir de um corte
Como viver neste ambiente caótico?
Se a estagnação nos corrói
E a inércia existencial se apossa de todos e tudo dói
Símios nós sempre fomos
Nosso DNA não esconde o que herdamos

E assim tudo segue
Toda a existência e inexistência
Gira e rodopia, dança e pulula
Ao redor do mesmo centro
Não como opostos
E sim como parte unificada de um todo

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Tempo destruidor

A eternidade é o instante
Que nunca passa e nunca avança
Fica sempre sendo, apenas um segundo
Um pequeno milésimo de segundo
Onde gira este mundo

Meu coração sangra transpassado
Com a seta do tempo que tem me ultrapassado
Meus pulmões tentam respirar, mas todo ar é passado
Não há como andar para trás
O que foi já acabou, morto e enterrado jaz

Meus olhos querem ver o que há adiante
Não há nada além do instante
No futuro há a névoa obscura constante
Que me obriga a avançar de forma lenta
Pois a rotina nos engana
Só por que até agora o sol sempre renasceu
A cada novo dia que surgiu
Não significa que amanhã ele estará lá
Se hoje aqui estou
Escrevendo estes versos deformados
Amanhã já posso não estar mais

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ascensão e Queda

Como saber se chegamos ao topo
Se temos medo de subir
Pois sempre achamos que vamos cair
Nesta condição, como posso sorrir?

A vida cansa
E a vida me aborrece
Tudo isso me enfraquece
Tudo isso me entristece

Nos ensinaram a sonhar
Mas não nos ensinaram a lutar
Nos ensinaram a desejar
Mas não nos ensinaram a conquistar

Ridícula é a esperança
É necessário morrer
Dar um fim nesta dança
Fazer uma mudança
Pela morte eu vou procurar
Para então me enforcar
Em suas longa trança

O pensamento positivo se torna uma ilusão
Pois sonhar demais só trará mais dor
Sempre é bom ter os pés no chão
E ver qual o real caminho a seguir
Para que não venhamos a cair de um alto penhasco
Por não termos visto o caminho
Quando estávamos com a cabeça nas nuvens